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O QUE VEM DEPOIS DA MORTE? (18/11/2014)

Segundo o nosso Aurélio, vida “é o espaço de tempo que decorre desde o nascimento até a morte”, ou seja, um tempo delimitado em que respiramos, crescemos, trabalhamos, comemos, bebemos, reproduzimos, etc. Será só isso?

À luz da fé cristã, vida é muito mais que a soma de anos vividos. Ela é um mistério, assim como a morte. Porém, há um terceiro e grande mistério: a ressurreição. Convivemos diariamente com o mistério da vida e da morte. Em um dia celebramos o nascimento de um recém nascido, no outro enterramos os nossos recém mortos. Podemos até achar que somos donos “da nossa vida”, mas a verdade é que não temos domínio sobre ela, estamos debaixo da soberania de Deus. E nesta mistura de vida e morte, vivemos na perspectiva do mistério da nossa ressurreição.

A ressurreição do corpo é uma esperança tão certa como a vida, tão certa como a morte. Essa esperança está de tal modo vinculada à ressurreição de Cristo que, se esta não acontecer, todo o edifício religioso construído sobre a pessoa de Jesus desmorona por completo. Não fica pedra sobre pedra (1 Co. 15.12-59).

As Sagradas Escrituras nos ensinam que morremos uma só vez fisicamente (Hb. 9.27). Portanto não cremos nas várias vidas e mortes conforme a doutrina da reencarnação ou renascimento ensinado em outras religiões não cristãs. Cremos que depois que morremos, entramos em um estado de sono (1 Ts. 4.13; Jo. 11.11-14).

O que acontecerá entre a morte e a ressurreição?

A morte não pode separar-nos do “amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm. 8.35-39), “dormimos em Cristo”, aguardando a ressurreição (1 Co. 15.18-23; 1 Ts. 4. 13-16).

O nosso corpo volta ao pó (Dn. 12.2). Neste tempo entre a morte e a ressurreição não há comunicação entre os vivos e os mortos (Ec. 9.5-6,10). Os que dormem, aguardam a ressurreição – salvos e não salvo estarão diante do Senhor para serem julgados (Jô. 5.28-29; Fp. 2.10-11; 1 Ts. 4.16-17).

Os salvos estarão eternamente com Deus, viverão com Ele porque se deixaram ser amados e viveram uma relação filial e íntima com Deus (Jô. 3.16). Estarão em uma realidade chamada de “novo céu e nova terra”, em que o próprio Deus estará presente (Ef. 3. 20-21; Ap. 21) mas, os não salvos viverão eternamente ausentes da presença de Deus, em uma situação de contínuo sofrimento e dor – chamado de inferno (Mt. 13.41-42; 2 Ts. 1.9; Ap. 29,13-15, 21.8).

O céu é uma realidade difícil de descrever. Paulo disse que nenhum olho, nenhum ouvido e nenhum coração humano, consegue descrever o que Deus está preparando para os seus filhos (1 Co. 2.9).

No AT, o profeta Isaías tentou descrever essa nova dimensão da vida a partir da sua visão de liberdade que o povo escravizado aguardava na redenção – “E eles edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. Não edificarão para que outros habite; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas mão: Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade; porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e os seus descendentes estarão com eles”. (Is. 65.21-23). Haverá paz entre os animais ”O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor”. (Is. 65.25). Mas ainda essa é uma visão com palavras humanas para descrever algo muito maior e pleno – pois cremos que o novo céu e a nova terra serão eternos.

Enquanto vivemos, aguardamos ansiosamente o retorno definitivo de Jesus que instalará plenamente o seu Reinado. Neste interin, sinalizamos o Reino de Deus pela ação do Espírito Santo que gera em nós atitudes de amor, compaixão, perdão e generosidade, enfim, o fruto do Espírito (Gl. 5.22-25).

A forma com nós cremos sobre a vida após a morte causa influência direta não apenas na nossa vida individual antes da morte, mas também na forma como compreendemos nossa missão neste mundo, ou seja, como nos relacionamos no evangelismo e na ação por um mundo melhor.

Vinculamos nossa esperança futura com nossa missão presente. Quem vive para Deus, viverá eternamente com Ele.

P. Marcos Antonio da Silva
Coordenador Ministerial

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