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O BURACO DO OVO (14/04/2014)

OBuracoDoOvo
Aos poucos os ovos de páscoa vão tomando conta das prateleiras. Pior, dos corredores dos mercados. E andar por eles nesta época precisa de paciência e habilidade para desviar dos ovos que estão muito próximos das nossas cabeças. E se você tem filhos pequenos que nem eu, aí sim é um desafio conseguir vencer a tentação e o pedido dos filhos.

Assim como o Papai Noel foi ocupando o lugar da manjedoura no período de Natal, o coelho ocupou o lugar do sepulcro vazio na Páscoa, e me parece que vamos perdendo o significado cristão destas datas.

E os ovos? Os ovos são uma tradição muito antiga, praticamente uma metáfora do pintinho que vence a casca e desabrocha para a vida. E o coelho? Ele representa um símbolo de fertilidade, já que as ninhadas de coelhos são enormes.

Esta história infantil do coelho que põe ovos era para nos lembrar da vida que Cristo nos dá. As pessoas pintavam casquinhas de ovos e as coloriam, recheando-as de gostosuras e assim presenteavam as pessoas que se lembravam de Jesus. As casquinhas de ovos foram substituídas por ovos feitos de chocolate e hoje resumimos tudo a isso: chocolate. Um amigo que trabalhava numa empresa multinacional me contou que mais ou menos metade do chocolate vendido no ano é vendida neste período, ou seja, é o que resta da Páscoa - uma oportunidade de comer muito chocolate.

Porém a Páscoa nos lembra de quem somos e de quem Deus é. Somos humanos, pecadores incapazes de vivermos sem pecado. Aliás, é o pecado que origina a necessidade da Páscoa. É para vencê-lo que Jesus voluntariamente morreu na cruz e ressuscitou no terceiro dia. Mas a Páscoa também nos lembra quem Deus é. E Deus é amor, graça e compaixão. Ao nos criar para se relacionar conosco e vendo que o pecado impedia esta realidade, Deus age. Assim somos lembrados que além de Deus ser amor, ele age em amor. Amor este que o mobilizou ao sacrifício do seu filho Jesus na cruz. Somos lembrados que não temos nada mais a oferecer do que nossos corações marcados pelo pecado, mas resignados e transformados pela redenção do sangue de Cristo.

Por isso, se tem alguma coisa do ovo de Páscoa que nos lembra da mesma é o buraco, a ausência. A ausência não significa necessariamente que tem um nada, mas a ausência pode, e neste caso significa um vazio, estava ocupado e agora não está mais. Como o túmulo, o sepulcro. Um vazio que nos enche de esperança. E isto é possível?

A Páscoa é um convite a repensarmos nossas prioridades, nossa vida com Deus e a importância dele em nossas vidas. É tempo de arrependimento e graça, tempo de nos alegrarmos porque o buraco está vazio. Jesus Cristo ressuscitou e por isso com ele iremos ressuscitar.

Cristo vive!
Morreu, mas ressuscitou!


Por Samuel Scheffler

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